Aconteceu comigo esses dias...
—Você sabe que eu sempre fui apaixonado por você, né? — Eu disse.
—Rapha, você nunca foi apaixonado por mim, você nunca foi apaixonado por ninguém. Você sempre foi apaixonado pela idéia de estar apaixonado.
E acho que ela tinha razão. As minhas ex-namoradas que me desculpem, mas acho que eu nunca amei de verdade nenhuma delas. A forma como eu lido com o término, a velocidade com que eu esqueço tudo por mais intenso que tenha sido...
Talvez seja por isso que eu escrevo sobre amor mais do que eu digo “eu te amo”, a idéia é mais interessante do que a prática pra mim.
Acho que às vezes a gente fica tão obcecado procurando aquela forma de amor do romantismo, idealizada que aceita o que vier pela frente e distorce tudo na cabeça, fazendo o lixo parecer perfeito e apaixonante. Talvez o amor do romantismo nem exista, talvez todos estejam presos dentro de uma idéia, tão presos que a idéia passa a ser a realidade.
Está na hora de trocarmos os “eu te amo” sem significados para “eu amo a idéia de te amar” que contém muito mais verdade.
Sei exatamente como é isso. Depois do último namoro, também me veio a idéia de que eu amo o fato de flertar, de conquistar as pessoas... Da possibilidade de estar apaixonada ou amar alguém...
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