Esse é o primeiro post que eu escrevo direto no blog, sem papel, sem caneta, sem Word, sem nada. Também é o primeiro em que falo sobre mim diretamente, sem metáforas em contos ou viagens imaginativas. Talvez seja o post mais odiado do blog, talvez a maioria já tenha parado de ler. Foda-se, esse post é mais pra mim do que pra qualquer outra pessoa. É algo que preciso externar de mim.
Acho que todos estão familiarizados com tristezas aparentemente sem motivo. Eu estou. Eu costumo ouvir música quando passo por isso, me ajuda a refletir melhor sobre o que me deixou pra baixo e geralmente são músicas relacionadas com o que eu sinto. Por exemplo, se estou ansioso ouço Patience do Guns, se estou puto, ouço qualquer coisa dos Sex Pistols e acho que deu pra pegar a ideia.
Mas dessa vez nenhuma música traduzia o que eu sentia. Eu apelei pras baladinhas românticas, amor isso, amor aquilo, amor perdido, amor reconquistado, amor pra porra. Nada. Eu não me identifiquei com nada. Até ouvir She Holds a Grudge do Jet e percebi que o que eu estava sentindo não era amor, não era saudade, não era ódio, não era depressão crônica. Era arrependimento, eu estava me identificando com as músicas que pedem desculpas. Por algum fator catalisador eu comecei a me arrepender de tudo que fiz de errado pra outras pessoas no passado (É bom frisar que falo de pessoas que não mereceram).
Quanto ao fator catalisador, talvez tenha sido o ano novo, sei lá, a entrada na faculdade, a saída do colégio, o começo de uma fase completamente nova. Não faz diferença, na verdade. Só sei que esse ano pretendo consertar o que dá pra consertar e poder seguir em frente em paz.
Se você leu até aqui, muito obrigado por aguentar. E uma dica: não prometa que vai ser uma pessoa melhor, simplesmente seja.
eu te desculpo, tá? te amo, seu corno
ResponderExcluirfiquei feliz lendo isso.
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