quarta-feira, 7 de setembro de 2011

15. Soneto Pra Pessoa de Sempre


Ninguém morre de amor
O amor morre de ninguém
O ninguém é a ausência
A ausência não vale um vintém

O luto pelo amor assusta
Assusta e causa insônia
A insônia apaga a lembrança
Lembrança sem cerimônia

O abraço vazio ao vento
Vento beijando o além
O nada que é o amor

A paixão pelo desdém
Desdém pelo agressor
Agressor que é ninguém

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